Mapa empoeirado recortado de livros de primeiro grau; tesoura sem ponta que é pra não machucar a mão menor; canetinhas, várias cores, sem tinta ou borrando a folha, algumas ainda boas; o traço vermelho desenha o roteiro, vai de um lugar a outro unindo pontos, passa molhado pelo atlântico, se enche de desejo de saudar o pacífico mas encontra antes consigo confundindo a trilha com as suas vontades, num pra lá e pra cá que é sempre mais pra lá do que pra cá, zi-gue-za-gue-an-do-tudo-até-sair. Do papel.
Uma pausa: biscoito de polvilho, leite no copo de bico e colheradas de achocolatado em pó.
Farelo no mapa mais parece neve.
Manga da camisa e o frio e a neve vão ao chão; barquinho de jornal feito da impressão da manhã é coisa bem miúda; pouca bagagem mesmo, só o essencial para a viagem como a caneta-lança e o cavalo roubado de um jogo de xadrez; segue por terra porque barco tem roda e tem asa; a Amazônia cruza voando para ver do topo do mundo os pés de vida mais viva.
Quer andar de trem, volta pra casa; um pouco da terra de cada lugar e polvilho na roupa ; bons bocejos, tinta nas unhas; ainda cheiro de leite.
sexta-feira, junho 15, 2007
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2 comentários:
ótimos momentos para se viver, ao meu ver!
=)
quem sabe não encontro uma canetinha especial, entre as mencionadas, e traçe uma viagem nesse mapa e num toque de mágica se torne uma viagem real e emocionante!?
...
bjus
Hum...caneta na não e imaginação fértil = a uma viagem muito boa sem sair do lugar...
Muito legal o texto, pena que ultimamente não estou tendo tempo pra conseguir bolar algumas viagens maravilhosas na minha “caixola”...
:)
by José Otávio
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