É humano duvidar da sabedoria da vida. Nos esquecemos dessa inteligência que rege nossos dias e antecipamos acontecimentos, sentimentos, buscamos pra ontem aquilo que nem hoje estamos preparados para receber.
Sonhamos demais, nos precipitamos; tropeçamos nos nossos próprios pés e as feridas que nos machucam os joelhos, muitas vezes, são um mal desnecessário. Nos submetemos às dores, procuramos por elas como masoquistas compulsivos. Não enxergamos um passo a frente do nariz e, ainda assim, somos os donos do mundo.
Só hoje percebo isso, tão tarde pra sanar algumas chagas. As minhas próprias ou as de quando fui eu o algoz.
Não falo isso como quem subestima o poder da dor. A vida, tirana porém destra, sabe escolher as feridas que nos tornam mais fortes e é a dor o maior antídoto para a prepotência humana.
Fortaleço a mente para o combate à impaciência, essa vilã maior.
Aos olhos baços, dou luz: vejo. E não encontro tudo o que preciso para receber o que espero da vida... E são faltas básicas, possíveis de se resolver, o que me faz entender que não há empenho em favor do objetivo, somente feridas superficiais atrasando o percurso.
Encorajo o espírito para o equilíbrio.
Preparo o meu espaço, que é a parte que cabe a mim; sirvo outra taça à mesa.
Confio à vida o tempo e o sucesso.
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7 comentários:
Entrega!
Deixar estar é o melhor remédio.
legal como você se faz entender.
um beijo
a terra a uva o tempo...
vinho eu gosto, mas não combina com lucidez. (risos).
Porém... como esta lucidez está em surto, parece bem interessante.
Amei o texto.
Parabéns.
Felipe Guasti
Obrigada pela visita, Felipe.
Com um pouquinho mais de tempo, pretendo visitar seu blog com atenção.
Um abraço
Atualizaa!
:P
Passadinha rápida, retribuindo a visita... li seu primeiro post, com mais calma volto pra ler mais outra hora. De cara, já dá pra saber que não tem nada de quinta por aqui hehehehehehhe
bjo
Adorei: "é a dor o maior antídoto para a prepotência humana"
um beijo
Márcio Filgueiras
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