domingo, junho 28, 2009

Lucidez em surto, vinho e linhas corridas

É humano duvidar da sabedoria da vida. Nos esquecemos dessa inteligência que rege nossos dias e antecipamos acontecimentos, sentimentos, buscamos pra ontem aquilo que nem hoje estamos preparados para receber.
Sonhamos demais, nos precipitamos; tropeçamos nos nossos próprios pés e as feridas que nos machucam os joelhos, muitas vezes, são um mal desnecessário. Nos submetemos às dores, procuramos por elas como masoquistas compulsivos. Não enxergamos um passo a frente do nariz e, ainda assim, somos os donos do mundo.
Só hoje percebo isso, tão tarde pra sanar algumas chagas. As minhas próprias ou as de quando fui eu o algoz.

Não falo isso como quem subestima o poder da dor. A vida, tirana porém destra, sabe escolher as feridas que nos tornam mais fortes e é a dor o maior antídoto para a prepotência humana.
Fortaleço a mente para o combate à impaciência, essa vilã maior.


Aos olhos baços, dou luz: vejo. E não encontro tudo o que preciso para receber o que espero da vida... E são faltas básicas, possíveis de se resolver, o que me faz entender que não há empenho em favor do objetivo, somente feridas superficiais atrasando o percurso.
Encorajo o espírito para o equilíbrio.
Preparo o meu espaço, que é a parte que cabe a mim; sirvo outra taça à mesa.
Confio à vida o tempo e o sucesso.

7 comentários:

Caetano disse...

Entrega!
Deixar estar é o melhor remédio.

legal como você se faz entender.

um beijo

Saulo Ribeiro disse...

a terra a uva o tempo...

Felipe Guasti disse...

vinho eu gosto, mas não combina com lucidez. (risos).
Porém... como esta lucidez está em surto, parece bem interessante.
Amei o texto.
Parabéns.

Felipe Guasti

Transitorio disse...

Obrigada pela visita, Felipe.
Com um pouquinho mais de tempo, pretendo visitar seu blog com atenção.
Um abraço

Andressa disse...

Atualizaa!
:P

DonaCarolina disse...

Passadinha rápida, retribuindo a visita... li seu primeiro post, com mais calma volto pra ler mais outra hora. De cara, já dá pra saber que não tem nada de quinta por aqui hehehehehehhe

bjo

Márcio De Paula Filgueiras disse...

Adorei: "é a dor o maior antídoto para a prepotência humana"
um beijo

Márcio Filgueiras