5h23 e um celular insistente avisando que ainda é cedo - ele, que no tempo nosso não é só localizador impertinente, mas também relógio, despertador, câmera fotográfica, babá eletrônica, chuveiro elétrico. Praticamente, participativo.
Ansiedade ar-re-ba-ta-do-ra. Só sonhos repetitivos nas últimas duas noites! Bagagem demais que não cabe no ombro, vôos perdidos um após outro. Agora cai a ficha da viagem, do tempo longe do Teo, do que nos propomos a fazer, da grana que se esvazia sem que pudesse.
De que adianta reclamar da contemporaneidade digital se a solução para a insônia que incomoda acaba nas telas e teclas e letras que acolhem?
quarta-feira, janeiro 18, 2006
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