| Não é possível explicar o quão pacata essa cidade pode ser. Para um capital então, eu diria que é morta. O centro da cidade, que chamamos agora de "o meio da cidade" é apenas uma rua, com algumas lojas de sapatos, poucos ambulantes e apenas uma galeria denominada Shopping Fortaleza. No entanto, e provavelmente favorecido pelo marasmo que é o lugar, as ruas são limpíssimas. Educação para o transito funciona mesmo aqui: os carros param em todas as faixas mesmo que sejam pouquíssimos os semáforos! Os parques e praças, gigantescos. Em uma tarde na Praça do Centro Cívico acompanhamos nada menos do que 40 garis (ou jardineiros), que cuidadosamente arrancavam um a um os matos mais ousados que insistiam em aparecer. Neste dia, conhecemos Edgardo, um artesão que também tenta chegar a Venezuela, ex-estudante de medicina e funcionário de uma fábrica de embalagens na Argentina, que largou tudo em troca de realizar o sonho de viajar. O pré-conceito inevitável nos faz duvidar da história, mas o argentino surpreende com a maneira de falar, o conhecimento, a conscientização política. Assim como ele, Boa Vista recebe nesta semana muitos viajantes, todos com destino ao Fórum Social, que pela brevidade da estada nao são suficientes para movimentar o ritmo da cidade. (a falta de tils e cedilhas é porque estou escrevendo em um teclado venezuelano, nao encontro quase nada!!) |
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Ainda sobre Boa Vista
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)


Sem comentários:
Enviar um comentário