Apago
No sono.
Cansei de tentar,
Outra vez, cansei
Tem aí uma pílula de ânimo?
Coisa rápida
E quente, pode ser
Estou topando o que for
Cansei de esperar
Fazerem por mim
Gostarem de mim
Aceitarem, por fim, o meu tipo de
gente romântica
Doença maldita
Praga incurável
Apago
O cigarro
Acendo mais um, pra queimar
Caloria,
Arritmia,
Melancolia
E esse jeito de gente
Que arrisca a cabeça
Quando pode esconder
Apago, se pudesse
Apagava
De uma vez apagaria
Da cabeça essa idéia
Que me tira da cama
Então,
se der, outra vez,
Apago
domingo, setembro 14, 2008
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1 comentário:
Legal este poema, o jogo do apagar e do acender promovendo a tensão do ainda não. Na espec por mais, um abraço.
Abraão Carvalho
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