quarta-feira, julho 11, 2007

o pós-guerra

Anteontem despertei do período de letargia induzida em que estive desde a última guerra. Foi bom, acordei bem, acho até que feliz, aliviada. A adrenalina das bombas conceituais da luta não-armada serviu pra animar o instinto que andava murcho ― não conter choro, responder sem pensar, criticar também, falar alto fazendo as ondas sonoras atingirem o pico de coqueiral. Esquecer que preciso ser forte sempre, usar da licença poética feminina que ainda existe grande aqui. Sem culpa.

Com culpa, considerável e inevitável culpa. A apatia do pós-guerra se alimenta aí.

Um soar de cornetas anunciou o fim da batalha. Temporário, sem dúvida, se não pra nós, temporário para a maioria dos outros clãs comuns que seguem na história conflitando os seus ideais.

4 comentários:

Duda Bandit disse...

companheiro de trincheira separado por duas pontes avisa: seu blog está lincado no meu, agora te visito sempre...

(a gente se esbarra na ilha, é uma ilha)

Anónimo disse...

Voltei....
ahuahauhuha e não é que tinha um post novo? Um tanto confuso para minha cabecinha, acho.
Daqui uns poucos dias, seremos novamente companheiras de A3... ai ai! quantas histórias!

..**;_*^.´ Beijo! Beijo!..**;_*^.´

Duda Bandit disse...

é que está fechada... (para mim é a mais bela)

Anónimo disse...

Pensei que essas metáforas bélicas fossem coisas de homens (excesso de testosterona), mas: "à luta, companheira!"