domingo, abril 01, 2012

Construção

("Tijolo por tijolo num desenho lógico")


Meu compromisso é comigo. E com as pessoas que me cercam, isso porque me cercam, portanto, é sempre comigo.

Minha sinceridade é pra mim. Não quero me enganar, não mais. Com exceção dos sonhos, que são planos pra um tempo futuro. Mas no presente quero certeza da realidade, qualquer que seja ela.

Desacredito da existência do bom e do mau. Acredito em fatos ocorridos por razões determinadas. Penso que a razão de uma pessoa não pode ser avaliada, assim, nunca espere de mim condenação.

Definitivamente, não acredito que dar certo seja uma questão natural. Nem função do cosmos. Nem conspiração do universo. Dar certo me parece associado à clareza de propósito, dedicação, paixão e concluo isso vendo a vida que se movimenta diante do meu nariz: uma bela casa não é construída sem um projeto, sem o trabalho físico e conceitual, sem a vontade vê-la erguida ali linda por si só, pronta pra ser habitada. Claro que é até possível se ter uma casa pecando em algum de estágio de obra - negligenciando a fundação, por exemplo. Mas, ciente disso, eu ali viveria?

Eu me pergunto e afirmo ao mesmo tempo: estarei pronta algum dia para minha própria construção?! Sinto-me assim, mas esta talvez seja uma obra árdua e demorada. Talvez até venha a ser solitária, possível também que seja triste - são os riscos do projeto. Mas não espero que ela se materialize na minha frente - embora eu adore histórias fantásticas e sobrenaturais. Neste caso, hei de levantar cada muro, pintar cada parede, preparar eu mesma a massa, escolher a melhor telha, até que se erga, feia ou bonita, boa ou má, habitável ou não, mas de pé, sobre os alicerces que eu mesma criei.

1 comentário:

Adilson disse...

Torço para seu mestre-de-obras não entrar em greve. Já havia lido esse texto antes e precisava de uma dose de semancou para voltar e comentá-lo.